22/01/2013

Veículos elétricos: previsões para 2013

Estudo da empresa Pike Research descreve as principais tendências que vão impulsionar a indústria de veículos elétricos neste ano.

​Em todo o mundo, os incentivos governamentais para fabricação e elaboração de infraestrutura adequada para os veículos elétricos sofreram reduções devido à crise financeira, principalmente em alguns países europeus. Estas medidas levaram as indústrias a se planejaram com metas mais realistas.

Analisando este panorama, a empresa Pike Research elaborou um estudo chamado Electric Vehicles: 10 Predictions for 2013, onde são descritas as principais tendências que vão impulsionar a indústria de veículos elétricos neste ano.

Baterias: Desenvolvimento de componentes

Devido à crise que afeta a maioria dos países, o financiamento para novos players no mercado de veículos elétricos foi reduzido, ao contrário do que se observou para as empresas de baterias, onde foi registrado um alto investimento durante os quatro últimos anos. Entretanto, para 2013, os mesmos incentivos serão direcionados para o desenvolvimento de componentes de baterias.

Conforme visto ano passado, empresas que apresentam o conjunto de baterias completo tiveram um período de dificuldades, justamente pelos altos custos de produção e da baixa demanda do mercado de veículos elétricos.

Para 2013, os conglomerados químicos continuarão a investir em pesquisas de materiais para anodos, catodos e eletrólitos. Contudo, players estabelecidos no mercado poderão enfrentar a crescente concorrência de empresas menores. No que tange o setor de veículos elétricos, espera-se novas descobertas para baterias comercialmente viáveis com melhores níveis de densidade de energia e de potência.

Bicicletas elétricas: mercado global crescerá 10%

O número de empresas que oferecem e-bikes em seu portfólio cresceu nos últimos anos. Um dos motivos que auxiliou este crescimento foram as parceiras entre empresas fornecedoras de componentes e de motores elétricos ou de baterias, proporcionando soluções completas e abrangentes. Esta tendência continuará em 2013, onde espera-se um crescimento de 50% nas vendas de bicicletas elétricas na América do Norte, aumentado a frota para mais de 158 mil unidades. Globalmente, o mercado vai crescer 10%, registrando 33,6 milhões de unidades vendidas durante o ano.

Veja aqui o Gráfico Eletric Bicycle Sales, North America: 2012-2013 (Fonte: Pike Research)

Sobre o mercado de scooters elétricas, que continuará a crescer, a Pike Research espera ver novos acordos entre fabricantes de baterias e de motores elétricos, assim como aconteceu com as empresas do segmento de bicicletas elétricas. Expectativa similar é aguardada para as motos elétricas. Entretanto, este mercado deverá manter-se mais personalizado, pois características como aceleração, velocidade máxima e autonomia desempenham um papel fundamental na decisão da compra.

Veículos a célula combustível: mais de 3400 unidades nas ruas

Estima-se que cerca de 3400 veículos a célula combustível serão comercializados em 2013, principalmente por empresas que aplicaram altos investimentos neste tipo de tecnologia, como Toyota, Daimler, Hyundai e Honda. Entretanto, a maioria destes veículos será destinada para frotas específicas.

Vale destacar a importância do Departamento de Energia dos Estados Unidos, pois o aumento de financiamentos continuará em 2013, acelerando a difusão desta tecnologia no país.

Veja aqui o Gráfico Fuel Cell Light Vehicle Pre-Commercial Deployments, World Markets: 2012-2014 (Fonte: Pike Research)

Arrendamento de baterias

Separar os preços do veículo e da bateria será uma tendência em 2013. Muitas empresas seguirão o exemplo da Renault, que alugam as baterias separadamente. Esta opção reduz o custo inicial do veículo, além redirecionarem as baterias em fim de vida útil (para efeitos automotivos) para outras aplicações, como no crescente mercado de armazenamento de energia para a rede elétrica.

Esta iniciativa já foi adotada pela Mia Electric e Daimler na Europa, e vai começar a se espalhar para Ásia-Pacífico e América do Norte até o final de 2013.

Sobre o sistema de trocas de baterias, apenas a Renault desenvolveu seus veículos para esta tecnologia. Apesar dos investimentos já realizados e dos projetos em desenvolvimento, este sistema terá aplicações para frotas especializadas, como taxis urbanos.

Veículos Elétricos Plug-In: frota europeia concentrada na Alemanha

Assim como outras regiões do mundo, o mercado europeu de veículos elétricos plug-in se desenvolveu mais lentamente do que o esperado. Com quatro novos modelos aguardados para este ano, produzidos pela Volkswagen e Audi, a frota deste tipo de veículo na Alemanha poderá dobrar, alcançando 14 mil unidades. No geral, o mercado da Europa Ocidental crescerá a uma taxa semelhante, atingindo cerca de 70 mil veículos.

Veja aqui o Gráfico PEV Sales, Germany and Europe: 2012-2013 (Fonte: Pike Research).

Um dos motivos que retardou este mercado foram as divergências sobre as normas para recarga (CHAdeMO x SAE The Combo). O modelo aprovado pela SAE International, em que é possível realizar a recarga do veículo utilizando os três métodos existentes atualmente, por um único conector, foi escolhido por montadoras alemãs e americanas, tendência que pode ser acompanhada por montadoras francesas, britânicas e suecas.

Debates sobre o método de recarga se intensificarão

Durante os primeiros anos de instalação de postos de recarga pública, a maioria das unidades continham carregadores Nível 2 (até 7,2 kW), ao contrário de estações de recarga rápida em corrente contínua, limitadas a iniciativas privadas e governamentais.

Devido o custo do equipamento e por causar menos impacto no consumo de energia no horário de pico, os proprietários de veículos elétricos e estacionamentos localizados nos locais de trabalho podem optar por carregadores Nível 1 (cerca de 1,5kW). Já para carregadores em corrente contínua, sua difusão será mais evidente na Europa Ocidental e Ásia, devido a popularidade na utilização dos carregadores de 22,7kW.

Veja aqui o Gráfico DC Charging Station Units by Region, Words Markets: 2012-2020 (Fonte: Pike Research​)

Para visualizar o estudo completo da Pike Research, disponibilizamos a leitura do mesmo clicando aqui.

 


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