O presidente Obama prometeu que os Estados Unidos se uniriam a seus parceiros nas Américas para planejar um futuro de energia limpa e de baixo carbono. Os desafios da energia e do clima afetam todos nós, e para resolvê-los será preciso o empenho de todos.
As Américas são abençoadas com talento, engenhosidade e recursos, e poderemos avançar ainda mais e com mais rapidez se trabalharmos em conjunto, e não sozinhos.
É por isso que esta semana, em Washington, receberemos ministros de Energia de todo o continente americano para fazer avançar a Parceria sobre Energia e Clima das Américas (ECPA).
Na Cúpula das Américas de 2009, em Trinidad e Tobago, o presidente Obama conclamou os governos da região a trabalhar juntos em uma série de iniciativas: promoção de eficiência energética, desenvolvimento de energias renováveis, mudança para combustíveis fósseis mais limpos, integração das redes elétricas nacionais, expansão do acesso a serviços de eletricidade a mais pessoas em mais lugares e enfrentamento do desafio global urgente das mudanças climáticas. Desde então, mais de uma dúzia de novas iniciativas da ECPA estão mostrando as melhores ideias e práticas do Continente.
Aqui nos Estados Unidos, estamos mudando nossos hábitos de consumo de energia. Nossas empresas, universidades e laboratórios estão expandindo as pesquisas e desenvolvendo novas tecnologias de energia limpa. E, com o ECPA, temos um fórum para aprender com nossos vizinhos e com as soluções inovadoras que estão liderando.
O Brasil é líder mundial em tecnologia de biocombustíveis. A Colômbia construiu sistemas de ponta de transportes de massa urbanos e está à frente dos esforços para a integração de eletricidade.
O México e o Peru implementaram programas inovadores de eficiência e conservação energética.
Mediante cooperação em energia e clima, todos os países das Américas poderão se beneficiar desses avanços.
E energia limpa e confiável proporcionará a base para o crescimento econômico de grande alcance que ampliará o círculo de prosperidade no nosso Continente e também reduzirá nossas emissões de carbono.
Já estamos fazendo progressos. Como signatários da ECPA, os Estados Unidos e o Banco Interamericano de Desenvolvimento estão trabalhando com parceiros de todo o Continente para desenvolver uma rede regional de energia limpa, que ligará os centros de eficiência energética no Peru e na Costa Rica ao Centro de Energia Renovável do Chile, em Santiago, ao Centro de Energia Eólica do México, a um centro de biomassa no Brasil e ao centro geotérmico em El Salvador.
Outros governos também estão fazendo contribuições fundamentais à ECPA. O Brasil está liderando uma iniciativa para promover planejamento urbano sustentável e eficiência energética em residências de baixa renda, em resposta aos desafios da urbanização e da mudança climática. A Colômbia, que fica entre as Américas Central e do Sul, está promovendo comércio transfronteiriço de eletricidade com Panamá, Andes e Chile. O México, com seu compromisso de longa data de ajudar a integrar os mercados de energia da América Central, está treinando funcionários centro-americanos nas melhores práticas de eficiência energética. E Trinidad e Tobago lidera uma iniciativa caribenha para levar energia renovável às nações insulares.
O fato de tantos países no continente estarem participando - e tomando a liderança - nesse esforço é prova da versatilidade do nosso povo e do compromisso de nossos governos.
Essas iniciativas são apenas o começo.
Em nossa reunião esta semana, vamos identificar novas áreas de colaboração, aproveitando as melhores ideias de ONGs e do setor privado, e preparando o caminho para um progresso ainda maior no futuro.
Como disse o presidente Obama em Trinidad, por meio dessa parceria "criaremos os empregos do futuro, reduziremos as emissões de gases de efeito estufa e faremos desse continente um exemplo de cooperação".
Esta semana estamos chegando perto de tornar esse ideal uma realidade.