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Embrapa e ABPPM instalam experimentos com pinhão
8/2/2010


A Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e a Associação Brasileira de Pesquisa em Pinhão-Manso (ABPPM), estão implantando unidades de observação (UO), para a obtenção de resultados da pesquisa com pinhão-manso em diferentes regiões do Brasil.
 
No projeto de cooperação público-privada entre as instituições estão sendo implantadas cinco unidades nos estados do Maranhão, Pará, Mato Grosso e Minas Gerais. Coube à Embrapa Agroenergia dar o suporte técnico-científico e o planejamento experimental das UOs e à ABPPM viabilizar a infra-estrutura, materiais e mobilizar produtores necessários para a condução das atividades de campo.

De acordo com o pesquisador Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, nessas unidades serão avaliados, em diferentes sistemas de cultivo e regiões, os materiais genéticos promissores de pinhão-manso selecionados pela Embrapa Semiárido (Petrolina/PE). Serão analisados diferentes sistemas de podas e arranjos para a produção de biodiesel e alimentos. Nas unidades – com área aproximadamente de 2 hectares - também serão coletadas informações que poderão auxiliar em um futuro zoneamento da cultura, salienta Laviola.

O pesquisador está responsável por ministrar os cursos de capacitação dos técnicos que irão conduzir as Unidades. Nos cursos, são apresentados os procedimentos para a padronização da condução dos experimentos e para avaliação dos resultados. Na última semana de janeiro, já foram realizados cursos em Tucuruí/PA e São Luís/MA, onde participaram técnicos da Eletronorte e dos parceiros locais. Os próximos treinamentos acontecem, nos dias 9 e 10 de fevereiro, em Alta Floresta/MT, e nos dias 11 e 12, em Barbacena/MG.

Esses procedimentos são importantes para que os resultados obtidos sejam comparáveis entre as UO’s e contribuam para o avanço do conhecimento científico no cultivo do pinhão-manso. “As informações obtidas a partir dos resultados das unidades de observação poderão contribuir para o futuro do domínio tecnológico da cultura voltado a diferentes regiões produtoras”, salienta Laviola.
 
De acordo com a ABPPM, o associado interessado em participar deve disponibilizar a área experimental por dez anos. Além disso, de forma participativa o produtor, juntamente com o suporte tecnológico da Embrapa e da ABPPM, irá realizar a coleta sistemática dos dados necessários para apoiar a pesquisa, desde a semeadura até a colheita final. Outros informações sobre os trabalhos de pesquisa com a cultura do pinhão-manso podem ser acompanhados no site da Embrapa Agroenergia www.cnpae.embrapa.br ou siga nos no http://twitter.com/cnpae

Assessoria de Imprensa Embrapa Agroenergia

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